Fico a me perguntar onde estará seu olhar.
De olhos diferentes de tudo que já pude ver nesta vida.
Tenho inveja de quem possa estar fitando-o nesse exato momento. A mim, resta lembrar do céu estrelado nos teus olhos e de todas as vezes que fui arrebatada para dentro daquele negrume encantado. Perplexa. Sem respirar, sem desviar, sem resistir, sem poder decidir. Lembrança viva, perpétua.
Saudade de tantas cores, todas cintilantes. De graça. E quanta graça! E também mistério, esperança.
Saudade de ser arrancada do chão ao fitá-los. Saudade de marejar, latejar, suspirar.
Fico a me perguntar ainda se um dia, em algum tempo, em algum lugar, alguma era, naufragarei novamente no mar dos teus olhos.
Olhos tão meus.
Olhos de adeus.
Tenho inveja de quem possa estar fitando-o nesse exato momento. A mim, resta lembrar do céu estrelado nos teus olhos e de todas as vezes que fui arrebatada para dentro daquele negrume encantado. Perplexa. Sem respirar, sem desviar, sem resistir, sem poder decidir. Lembrança viva, perpétua.
Saudade de tantas cores, todas cintilantes. De graça. E quanta graça! E também mistério, esperança.
Saudade de ser arrancada do chão ao fitá-los. Saudade de marejar, latejar, suspirar.
Fico a me perguntar ainda se um dia, em algum tempo, em algum lugar, alguma era, naufragarei novamente no mar dos teus olhos.
Olhos tão meus.
Olhos de adeus.
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz
A história de Lili Braun, Chico Buarque

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